sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

(A)

Deve ser bom ver o mundo do teu ponto de vista, aceitar as tuas mãos mesmo dando choques mostrando a diferença de personalidades.
Ver segundo os teus olhos, onde tudo é cintilante, dizer as palavras tal e qual as dizes, sem parecer um embaraço, sem parecer que gaguejo enquanto sorrio baixinho.
Ter-me na tua pele, sentir o que sentes, como sentes, da forma que sentes e o porquê de o sentires.
Ter a tua força, alegria, capacidade e forma de reagir, ter sempre o desejo de te querer comigo, ontem, agora e a seguir.
Manter-me a sonhar como tu mesmo quando estou acordade e ter coragem para isso, pois a felicidade também dói.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

M'

É tudo tão mais fácil quando o coração obedece á cabeça, quando não hesita nem recua como se fosse independente. Torna-se mais fácil se as mãos se sincronizarem com o resto do corpo, num único movimento, transmitindo-se sem palavras.
A não ser que o que os olhos vêm, se guarde no coração.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Presentimento

Fui escrevendo devagar, de modo a ser menos a probabilidade de me enganar.
Corri o risco de não usar as palavras certas que te fizessem entender, interpretando as fases da tua reacção.
As pessoas perdem-se entre o que se sabe e o que se devia saber, entre o que há em nós e o que devia existir.
Fica-se sentada, á espera e a ver o tempo passar enquanto que lá fora o vento já não passa a mesma mensagem.
Há qualquer coisa em nós que nos diz que algo já não está tão certo, não há uma troca de palavras. São olhares que já não fazem parte, pousa-se os sorrisos e leva-se a seriedade.
Era uma vez uma história que começou por ser segredo, acabou solta e escondida em nós.
Foram dias que o deixaram de ser, foram pessoas que deixaram de crescer.