quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Vrai

Já imaginas-te uma andorinha sem asas ou uma túlipa sem pétalas?
Imagina como seria se andasses descalço pelos grãos de areia e não os sentisses, pensa como seria se mergulhasses no mar e a água não te tocasse.
Imagina como seria se sentisses que andavas a preencher uma folha vazia com meras ilusões.
Numa história havia uma chama de esperança e de acreditar, não se pode perder o que o destino nos ofereceu e não se pode negar quando o sol resolve brilhar.
Não escolhemos quando a noite nos envolve nem podemos evitar pensar em momentos que se recorda pela amabilidade de uma estrela.
Contudo, perdemo-nos, aprendemos, voltamos e paramos.
Erra-se e não se admite, caracteriza-se por uma ingenuidade suprema.
Existem rótulos com certas semelhanças, mas repara-se nos verdadeiros como em simples olhares de crianças.
Observa o que te rodeia, inspira energia positiva, despede-te do mais banal, absorve o melhor de ti e tira partido do melhor dos outros.
Tu és de mais, o que os outros são tão pouco.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

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Troca-se um desejo por outro, não um melhor, um diferente.
Um que ajude a não lembrar, um que evite choques entre pensamentos.
Algo que termine com um ponto final forçado.
Como uma rua repleta de sinais de proibição, só se precisa de tempo para encontrar a saída certa, não é a mais fácil mas sim a mais correcta.
Por muito que as pálpebras se tentem fechar, resista, não deixe que seja invadida por imagens.
Por muito que queira pronunciar algumas palavras, finja.
Por muito que o coração esteja apertado, escreva.
Tudo passa, como quando uma criança anda de baloiço, sente adrenalina e grita: Mais alto! no entanto por breves instantes apodera-se de si um medo inexplicável e o seu sangue gela, acabou-se alegria momentânea.
Podemos evitar, mas estamos demasiado ocupados a complicar.
Podemos desistir e desistimos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

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É como se o tempo parasse e se esperasse uma reacção, pensamento inutíl.
É como se já se soubesse como tudo seria, é como se já se sentisse o que se ia ouvir.
É como se tudo se baseasse numa palavra negativa, é como se um momento se alastra-se.
É como se ainda acreditasse que faria diferença, é como quisesse que fosse verdade.
É como comparar o tudo ao nada, é como se alguém resgatasse o sol.
Portanto é como se fosse complementado.