segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dia

Como qualquer certeza, no momento considera-se certeza absoluta, com o passar do tempo mesmo pouco que seja vai deixando de ser.
O silêncio desperta-te todas as manhãs e adormeces ao som de vários barulhos.
Caminhas num chão que nem sempre é seguro, sentes o vento que nem sempre é frio.
Sentas-te num canto, julgando o sitio adequado para reflectires e flectes as pernas.
Encaras cada dia como se de um jogo se tratasse, ganhas, perdes, sorris e enfraqueces.
Todos os dias sentes-te, todos os dias andas, todos os dias falas, todos os dias vês, tal como todos os dias sentes e todos os dias ouves.
Quando ouves, cresce em ti uma esperança e os teus olhos brilham.
Mas no final do dia, surge uma dúvida incontrolável, perguntas-te se valeu a pena.
E quando a noite cai, pousas a cabeça na almofada e sonhas, crias o teu próprio mundo, com um chão fixo, com um jogo ganho, com uma luta justa e com um sonho realizado.
São só uns segundos...

domingo, 4 de julho de 2010

São dias.

Um dia quis mudar, abrir a porta de outro mundo, quis esquecer quem fui, o que tinha feito.
Quis apagar os sonhos e ilusões, quis aprender com os erros, quis mudar o futuro, quis nunca mais lembrar do passado.
Mas como não quis ser perfeita, neste meu novo presente, cometi erros, sonhei, fiz sonhar, iludi e desiludi-me, lembrei do pensava que tinha esquecido, afinal não mudei o futuro, mas alterei-o de alguma forma.

sábado, 3 de julho de 2010

Por vezes.

« Fechei os olhos e tentei dormir, aquela dor não deixou...»

Por vezes perco-me entre o que vivi e o que gostava de ter vivido.
Entre o sentir-te aqui e pensar em ti, entre o ver-te e o imaginar-te, entre o ouvir-te e o iludir-me.
Por vezes queria o que não é possível, falar contigo e obter resposta, contar-te coisas e saber que me ouves.
Por vezes, gostava que tivesses cá, que te orgulhasses de mim, que lesses o que escrevo, gostava que pensar em ti não me fizesse chorar, que soubesses porque sorrio, que me abraçasses, que me ligasses, que me desses os parabéns e desejasses um Feliz natal.
Por vezes, imagino como seria se acordasse e estivesses por perto, o que te diria, o que faria, o que pensaria.

« Não choro em frente á minha mãe, eu que gosto tanto dela, mas esta dor não quer desaparecer...»

Sinto-te em mim como eu estou em ti.